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Fundação Inês de Castro premeia Rui Lage e Maria Velho da Costa

8 de Abril 2017

A Fundação Inês de Castro entrega hoje, em Coimbra, o prémio literário de 2016 ao poeta Rui Lage, pela obra “Estrada Nacional”, enquanto Maria Velho da Costa recebe o prémio carreira.

A cerimónia decorre sob a presidência do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, que assiste à palestra de José Carlos Seabra Pereira sobre a obra literária de Rui Lage, enquanto Isabel Pires de Lima aborda a obra de Maria Velho da Costa.

“Estrada Nacional” foi descrito pela fundação, quando do anúncio do prémio, em Fevereiro, como “uma viagem com partida e regresso pelo mundo rural, com o itinerário definido poema a poema, estrada a estrada, e onde as representações são apresentadas pelo olhar de Rui Lage”.

Com esta obra, editada em 2016 pela INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, o autor “encerra um ciclo dedicado ao mundo rural”, acrescentou a fundação.

Nascido no Porto, em 1975, Rui Lage é autor de sete livros de poesia publicados entre 2002 e 2016, sendo também autor de ensaios, crítica literária, ficção infantojuvenil, artigos académicos e de opinião, estando representado em diversas publicações e antologias.

Doutorado em Literaturas e Culturas Românicas, com especialidade em Literatura Portuguesa, Rui Lage trabalha actualmente no Parlamento Europeu. O seu último livro é um ensaio sobre a obra poética de Manuel António Pina, publicado em 2017 pela Imprensa da Universidade de Coimbra.

A escritora Maria Velho da Costa foi igualmente distinguida, mas com o prémio de carreira “Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro”.

Ficcionista, ensaísta e dramaturga, Maria Velho da Costa conta já com diversos prémios, entre os quais o Prémio Camões 2002.

Em 1972, escreveu o livro “Novas Cartas Portuguesas”, em colaboração com Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta, que se tornou marcante pela abordagem à situação das mulheres nas sociedades contemporâneas e que, no contexto da ditadura do Estado Novo, foi apreendido pela polícia política.

O júri do Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2016 foi composto pelos professores José Carlos Seabra Pereira (presidente) e Isabel Pires de Lima, e pelos escritores Mário Cláudio, Pedro Mexia e António Carlos Cortez.

Ao longo dos anos, este prémio literário tem distinguido autores e obras de “reconhecido valor”, tais como Pedro Tamen (2007), José Tolentino Mendonça (2009), Gonçalo M. Tavares (2011) ou Mário de Carvalho (2013).

A entrega do prémio literário inclui um troféu de prata e pedra, da autoria do escultor João Cutileiro, que simboliza o drama e mistério que envolvem o episódio de Pedro e Inês.