Coimbra  13 de Dezembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Fogo de Pedrógão: “Excesso de zelo” prejudicou combate, diz CTI

13 de Outubro 2017

Uma Comissão Técnica Independente alerta para ineficiência no combate ao catastrófico incêndio de meados do ano e associa a “excesso de zelo” a tardia mobilização de um helicóptero estacionado em Pombal.

O aparelho encontrava-se a 42 quilómetros do ponto de origem do fogo e o protocolo para accionar meios aéreos na fase de ataque inicial contempla um raio de 40 quilómetros.

“Atendendo às circunstâncias, (…) as decisões tomadas poderiam ter sido outras se não houvesse um excesso de zelo na mobilização do helicóptero estacionado em Pombal e se fosse considerado, desde o início, que freguesias do concelho de Pedrógão Grande estavam referenciadas como prioritárias” devido a “risco potencial significativo”, assinala um relatório da CTI.

Segundo um grupo de peritos, o sinistro “deu ao combate uma janela de oportunidade de pouco mais de duas horas para ser resolvido” (das 14h40 às 17h00).

“Após esse período, e durante várias horas, foi ele que «se comandou a ele próprio»”, acentua a CTI.

A Directiva Operacional Nacional (DON) determina o accionamento de um único meio aéreo em ataque inicial, o que aconteceu.

“Sendo esta a norma aplicável por defeito, não obsta a que, conforme se encontra expresso na mesma Directiva, possa haver empenhamento adicional de meios aéreos de ataque inicial, o qual está pendente da anuência prévia do Comando Nacional de Operações de Socorro”, indicam os peritos.