Coimbra  18 de Agosto de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Filme “Pedro e Inês” vai ser rodado em Coimbra

31 de Maio 2017

A longa-metragem “Pedro e Inês”, do realizador conimbricense António Ferreira, vai ter como cenários principais a mítica Quinta das Lágrimas e a Sé Velha de Coimbra, além da Lousã, Cantanhede ou o castelo de Montemor-o-Velho.

As filmagens têm início marcado para meados de Junho e o filme contará as histórias do casal Pedro e Inês em três épocas diferentes. O filme é uma adaptação da obra “A Trança de Inês”, de Rosa Lobato Faria, que se foca em Pedro, “um indivíduo internado num hospital psiquiátrico” que, sob o efeito de drogas, “tem visões”, recordando três vidas diferentes: a de D. Pedro I, Pedro Santa Clara e Pedro Rey.

A voz e o olhar desse Pedro internado num hospital psiquiátrico acompanham todo o filme, que não terá uma abordagem “naturalista ou realista”, mas sim uma perspetiva “algo distante da realidade”, revelou, à agência Lusa, o realizador.

A narrativa do filme passa-se em três momentos temporais distintos – na época medieval, no presente e no futuro – e em todos eles surgem as personagens Pedro e Inês, interpretadas sempre pelos mesmos actores.

Segundo a produtora PNG Pictures, “esta tripartição desenrola-se na época medieval, episódio ao qual Luís Vaz de Camões destacou com grande crueza nos Lusíadas, na atualidade e num futuro distópico onde as populações regressam ao campo vindas da cidade, para viver em harmonia com a natureza. Em todas as épocas, Pedro e Inês conhecem-se e apaixonam-se descontroladamente, enfrentando os tabus de cada época que teimam em separá-los”.

A protagonizar estas histórias vão estar actores bem conhecidos do grande público: Diogo Amaral como Pedro; Joana de Verona no papel de Inês; Vera Kolodzig como Constança (esposa de Pedro); João Lagarto dará vida a Afonso (pai de Pedro) e Custódia Gallego como Beatriz (mãe de Pedro).

Todo o elenco, do qual fazem também parte Miguel Borges como Pero Coelho (carrasco de Inês) e Cristóvão Campos como Estevão (escudeiro de Pedro), vão interpretar os diferentes personagens nas três épocas em que o filme acontece.

O argumento foi construído para que “um público estrangeiro, que não conheça a história do Pedro e da Inês, consiga acompanhar e percebê-la”, aclarou o realizador, acrescentando que esta narrativa “é o Romeu e Julieta português” e sublinhando a dimensão universal e atemporal daquela que é “uma tragédia sobre o amor” e um mito “cheio de acontecimentos espectaculares que qualquer cineasta adoraria”.

Esta é a terceira longa-metragem do realizador António Ferreira, que já realizou entre outros, os filmes “Esquece Tudo o Que Te Disse”, “Embargo” e “Respirar Debaixo d’Água).