Coimbra  21 de Novembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Figueira da Foz aprova orçamento de 53 milhões de euros para 2019

31 de Outubro 2018

A Câmara da Figueira da Foz aprovou, hoje, por maioria, a proposta de orçamento municipal para 2019 da ordem dos 53 milhões de euros, que inclui cerca de 20 milhões para despesa de investimento.

Intervindo na reunião da autarquia, o presidente da Câmara João Ataíde (PS) frisou que o orçamento municipal para 2019 representa “um ligeiro aumento [de 1,7 milhões de euros] em relação ao ano transacto”.

O autarca frisou que os investimentos previstos “estão na linha dos objectivos estratégicos definidos” pelo executivo municipal e incluem as intervenções de regeneração urbana em curso, a ampliação do parque industrial da Gala ou a rede viária municipal, mas também “um gigantesco esforço orçamental” decorrente da tempestade Leslie, estimado por João Ataíde em 3,5 milhões de euros, para intervenções em edifícios, equipamentos e no parque habitacional do Município.

“Para já, não foi possível enquadrar o apoio às associações [que sofreram prejuízos], mas, dado o seu carácter de urgência, terá de ser enquadrado”, disse o presidente da Câmara.

Ataíde destacou, ainda, o “grande esforço” que está a ser feito para instalar o novo centro logístico operacional municipal, dotado em termos orçamentais com 1,2 milhões de euros, e que o documento contempla, entre outras, intervenções em escolas, unidades de saúde, piscinas e na reabilitação do Estádio Municipal José Bento Pessoa, orçada em 482 000 euros.

A proposta situa, ainda, a dívida de curto e médio prazo em cerca de 15,5 milhões de euros – o Município tinha em 2009 dívidas acumuladas, incluindo as do sector empresarial municipal, de 87 milhões de euros e cumpriu um Plano de Saneamento Financeiro, cuja aplicação foi suspensa este ano quando a dívida atingiu 17 milhões.

Já o vice-presidente, Carlos Monteiro, argumentou que o orçamento para 2019 pretende “manter as contas em ordem” e contribuir para “melhorar a qualidade de vida” dos munícipes, uma alusão à redução da carga fiscal em sede de IRS e redução da derrama para empresas com facturação inferior a 150 000 euros.

Do lado do PSD, o vereador Ricardo Silva afirmou que a “opinião” da oposição “de pouco vale”, já que o orçamento apresentado “já está decidido”, defendendo que o presidente da Câmara devia ter reunido previamente com os três vereadores sociais-democratas.

Ricardo Silva defendeu que a redução da dívida devia servir para baixar “ainda mais todos” os impostos, argumentando com a “situação excepcional” da tempestade Leslie.

Por outro lado, em declarações à Lusa, o vereador do PSD frisou que vários investimentos que integram o orçamento para 2019 “já se arrastam desde 2016” e que a situação “mostra um executivo exausto e sem novas ideias”.

“Quem pegar no orçamento para 2016 verifica que são exactamente as mesmas, como a eficiência energética das piscinas, que nunca se concretizaram e outras”, frisou Ricardo Silva.

O orçamento municipal da Figueira da Foz para 2019 foi aprovado com seis votos favoráveis do PS e três votos contra dos vereadores do PSD.

 

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