Coimbra  21 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Festival AR leva espectáculos infantis a vários concelhos de Coimbra

3 de Janeiro 2018

“Baleizão – O Valor da Memória” é o primeiro espectáculo deste Festival, sábado (06), em Mira

O Teatrão apresentou, hoje, o “Festival AR”, que terá início já no próximo sábado e estende-se até Abril, com espectáculos dirigidos ao público infantojuvenil a realizarem-se em sete concelhos do distrito de Coimbra.

O livro e a leitura são o tema central deste festival, que irá, ainda, dinamizar várias oficinas para pais, professores e bibliotecários, com os espectáculos a decorrerem sempre aos fins-de-semana nos municípios de Cantanhede, Condeixa-a-Nova, Coimbra, Figueira da Foz, Mira, Soure e Tábua.

Segundo Isabel Craveiro, directora de O Teatrão, os espectáculos estão centrados no “no universo do livro e da leitura, bem como na memória transmitida a partir dos livros e das cartas, num momento em que os adolescentes se mostram muito retraídos em relação ao livro”.

O AR tem um leque de cinco espectáculos pensados para os vários públicos (do infantário ao secundário) e também para as diferentes características e espaços culturais de cada um dos concelhos, adiantou a responsável pela companhia de teatro.

Para a directora, o festival acaba por assumir “características únicas”, afirmando-se como um evento que pretende, também, contribuir para “a formação de públicos jovens”.

Cada um dos concelhos vai receber dois espectáculos, procurando com esta opção incentivar à circulação de públicos entre os diferentes municípios do distrito de Coimbra.

Em circulação, vão estar dois espectáculos de O Teatrão, “Sophia” e “terratorga” – em torno dos universos de Sophia de Mello Breyner Andersen e Miguel Torga, respectivamente -, e “Asas de Papel”, de Ainhoa Vidal, que trabalha o livro como espaço cenográfico.

Também vão ser apresentados “Corpo-Mapa-Livro”, peça de Marina Nabais e Joana Pupo “que desarruma a biblioteca” e “Baleizão, o valor da memória”, um espetáculo de Aldara Bizarro e Miguel Horta que se debruça sobre as cartas que os dois trocavam nas suas infâncias, vividas em países diferentes, Portugal e Angola.

Todos os espectáculos são de entrada livre, sendo que as reservas podem ser feitas junto dos municípios ou através de O Teatrão.

O cenário ideal num futuro próximo seria ter “mais municípios a integrar o Festival”, que pretende “ser uma marca na região”, altura em que, por norma, a programação é mais reduzida.

O AR irá passar por espaços como a Oficina Municipal do Teatro, em Coimbra; pelo Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz; pelo Centro Cultural de Tábua e, também, por bibliotecas municipais.

Esta iniciativa cultural contou com um apoio financeiro de 30 000 euros por parte da Direcção-Geral das Artes, sendo que as autarquias suportam questões logísticas associadas à apresentação dos espectáculos, referiu Isabel Craveiro durante a conferência de imprensa, na qual também participaram vereadores de seis dos sete municípios envolvidos no projecto.