Coimbra  19 de Novembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Ecovia do Mondego com 40 quilómetros e 900 000 euros de investimento

11 de Setembro 2017

A futura Ecovia do Mondego foi apresentada, hoje, em Mortágua, pelos presidentes de Câmara de Penacova, Santa Comba Dão e Mortágua, que, neste projecto, contam com o apoio da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e da Comunidade Intermunicipal da Região de Viseu, Dão e Lafões, além do Turismo do Centro.

O projecto pretende ligar Santa Comba Dão a Penacova, através de uma via ciclável, numa extensão de 40 quilómetros e que será o prolongamento da Ecopista do Dão (inaugurada em 2011) e do Vouga (ainda por concretizar), perfazendo um total de perto de 150 quilómetros.

Com um orçamento de cerca de 900 000 euros, a candidatura deste projecto foi submetida ao programa Valorizar, do Portugal 2020, estando os seus timoneiros esperançados que venha aprovada. A ser aceite, o projecto será financiado pelo Orçamento de Estado e que prevê um apoio até 400 000 euros. O restante montante será “alvo de negociação com a secretaria de Estado do Turismo”, refere a CIM.

A intervenção pretende ligar a estação ferroviária de Santa Comba Dão até aos limites do concelho de Penacova, atravessando os concelhos de Santa Comba Dão, Mortágua e Penacova. “Esta Ecovia do Mondego, juntamente com a Ecopista do Dão, serão provavelmente a maior ciclovia contínua e sinalizada da Península Ibérica”, disse o secretário executivo da CIM da Região de Coimbra, Jorge Brito.

Na sua intervenção, Jorge Brito destacou, ainda, que este não é um projecto megalómano, sendo instalado maioritariamente em vias preexistentes – estradas e caminhos rurais – sendo a maior parte da pista exclusiva para bicicletas, embora em alguns pontos partilhada com automóveis.

Este projecto, de “grande potencial turístico”, vem juntar-se à Ecopista do Dão e contará ainda com a Ecopista do Vouga (entre Viseu e Oliveira de Frades). No futuro, há a intenção de se fazer a ligação entre Coimbra e Figueira da Foz, por forma a tornar ciclável o eixo estruturante Viseu – Figueira da Foz, desde o litoral até ao interior da região Centro.

Nas suas intervenções, o autarca de Mortágua, José Júlio Norte, salientou a importância deste projecto, que “só peca por tardio” e “vem demonstrar a parceria existente entre os municípios da região, que tem um potencial extraordinário”.

Já Humberto Oliveira, presidente da Câmara de Penacova, realçou o facto deste projecto ser “fundamental para a valorização do território e, com ele, ser possível atrair novas pessoas”.

Para Leonel Gouveia, édil de Santa Comba Dão, esta Ecovia do Mondego será uma forma de ligar o mar ao interior da região e “uma mais valia para o desenvolvimento do território e para a sua promoção”.

Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro, afirmou que este projecto “é um factor de coesão e competitividade da região”, adiantando que “resulta melhor com o envolvimento das duas comunidades intermunicipais associadas”.

O responsável pelo Turismo adiantou, ainda, que este tipo de projectos é muito bem-vindo, até porque tem cada vez mais adeptos e é um negócio com potencial para ser explorado em Portugal e, em particular, na região. Segundo os dados fornecidos, o turismo de “Cycling & Walking” na Europa movimenta cerca de 8 900 000 milhões de euros e tem mais de 150 milhões de potenciais turistas em todo o mundo, o que permite a internacionalização do território. Pedro Machado revelou, ainda, que este produto turístico tem uma previsão de crescimento de 10 por cento nos próximos três anos, além de “permitir combater a sazonalidade, já que os seus meses mais fortes são de Fevereiro a Maio e de Setembro a Novembro”.

Na cerimónia de apresentação do projecto, que não deverá levar mais de um ano a ser posto em prática, esteve o presidente da CIM de Viseu, Dão e Lafões, José Morgado, e o vice-presidente da CIM de Coimbra, José Carlos Alexandrino.