Coimbra  17 de Novembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Convento de São Francisco recebe Festival Lux Interior

8 de Novembro 2017

O Festival Lux Interior, que exalta a actividade da editora conimbricenses fundada em 1996, vai realizar-se nos próximos três dias (09, 10 e 11 de Novembro), no Convento de São Francisco, em Coimbra.

O evento, coorganizado pela Câmara Municipal de Coimbra, pretende, ainda, dar “uma nova oportunidade para a produção musical da cidade”, refere a autarquia.

O Festival Lux Interior “é uma celebração da música feita e editada em Coimbra durante as décadas de 80 e 90 do século XX. Estes anos dourados da cena musical conimbricense produziram músicos e bandas, cujos concertos, com projecção à escala regional e nacional, adquiriram um estatuto lendário”, explica a Câmara, adiantando que “a longevidade e o impacto destes projectos ainda hoje se manifestam na carreira de alguns músicos que, ao longo dos últimos anos, têm estado na origem de novos grupos com relevância no panorama da música portuguesa”.

São, precisamente, alguns desses músicos que vão marcar presença neste Festival, que terá ainda uma programação paralela no Café-Concerto do Convento, onde decorrerá uma Feira do Disco (vinil e Cds), uma exposição de capas de discos editados pela Lux Records e um atelier de construção de instrumentos musicais com Cândido Jacob.

O Festival Lux Interior é um projecto da editora Lux Records que, para além de dar a conhecer os artistas da editora, também pretende imortalizar uma das figuras mais emblemáticas e inspiradoras das bandas de rock conimbricenses – Lux Interior, o líder dos Cramps.

A editora foi fundada em 1996 e, desde então, tem dado a conhecer muita da melhor música com origem na cidade de Coimbra, como Legendary Tigerman, Sean Riley & The Slowriders, Wraygunn, António Olaio & João Taborda ou Raquel Ralha & Pedro Renato.

Mas nem só de Coimbra vive a história da Lux Records. Bandas como Mão Morta de Braga, X-Wife do Porto, Unplayable Sofa Guitar e Madame Godard de Viana do Castelo, Born A Lion da Marinha Grande, Houdini Blues de Évora, e até os Swell de São Francisco (E.U.A.) têm a sua história marcada com o selo da editora, que, em breve, contará com nomes como Mancines, Birds Are Indie, Twist Connection e Wipeout Beat.

O preço dos bilhetes diários varia entre os 10 e os 15 euros, consoante os espectáculos, havendo ainda descontos para estudantes, menores de 30 e maiores de 65 anos, bem como para grupos a partir de 10 pessoas. Há, igualmente, um passe especial que dá acesso a toda a programação dos três dias, que tem um custo único de 25 euros.

PROGRAMA

Amanhã (09) – Ghost Hunt / The Millions

21h45 | Blackbox

Sexta-feira (10) – Sean Riley & The Slowriders / Raquel Ralha e Pedro Renato

21h45 | Grande Auditório

Sábado (11) – Mão Morta / D3O

11 de Novembro

21h45 | Grande Auditório

18h00 | Café-Concerto

Showcase de António Olaio & João Taborda

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