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Conímbriga: Meio milhão de euros para beneficiar sítio arqueológico

24 de Janeiro 2018

O Estado e Câmara de Condeixa-a-Nova vão investir quase meio milhão de euros em obras no sítio arqueológico de Conímbriga, que incluem o restauro da muralha tardia da cidade romana, foi hoje anunciado.

A directora-geral do Património Cultural, Paula Silva, disse que este investimento abrange a intervenção numa das duas muralhas das ruínas de Conímbriga e no melhoramento do atendimento aos visitantes da área arqueológica, designadamente na bilheteira e na loja do Museu Monográfico.

Paula Silva salientou que esta será a primeira fase de um conjunto de empreitadas a realizar nos próximos anos e que totalizam um investimento estimado em 2,5 milhões de euros.

“Este é um momento que conjuga vários momentos importantes” para a estação romana, disse a responsável máxima da DGPC, na cerimónia em que foi assinado um protocolo de colaboração com a Câmara Municipal, presidida por Nuno Moita.

Trata-se de “duas obras diferentes”, no restauro da muralha do Baixo Império – “que é urgente fazer” – e no melhoramento das condições de acesso dos turistas e demais visitantes, referiu.

“Este é o primeiro dia de um caminho longo que temos de perseguir” na valorização de “um local exemplar e único em Portugal”, acrescentou.

O Museu Nacional e as ruínas de Conímbriga constituem “um equipamento cultural e uma estrutura arqueológica de importância nacional e até mais do que isso”, realçou Paula Silva.

Em Junho de 2017, a Câmara de Condeixa entregou à Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em Portugal, uma proposta de admissão de Conímbriga ao processo de classificação como Património Mundial.

“Queremos que os públicos escolares voltem a vir a Conímbriga”, afirmou a directora-geral da DGPC, que conferiu também posse ao novo director do Museu Nacional, o arqueólogo José Ruivo.

Nuno Moita, por sua vez, explicou que a candidatura à primeira fase dos trabalhos foi assumida pela Câmara Municipal, no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, e já aprovada, o que permite avançar com as obras nos próximos meses, logo que seja conhecido o vencedor do concurso público.

Segundo o autarca do PS, o investimento ronda os 460 000 euros, incluindo a comparticipação da União Europeia, próxima dos 390 000 euros.

Os documentos para avançar com a candidatura de Conímbriga à classificação de Património Mundial, apresentados há cerca de meio ano, por Nuno Moita, à Comissão Nacional da UNESCO, foram elaborados sob a coordenação do arqueólogo Miguel Pessoa, conservador do Museu de Conímbriga e presidente da Associação Ecomuseu de Condeixa, e do antropólogo Lino Rodrigo, da Universidade de Lisboa, com apoio dos professores universitários Vítor Serrão, António Pedro Pita e Justino Maciel.