Coimbra  18 de Agosto de 2017 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Comerciantes da “Baixa” contra exclusão da “Queima”

20 de Abril 2017

Uma dezena de comerciantes de Coimbra, da restauração e hotelaria, reuniram-se, hoje à tarde, para se manifestarem contra a proibição de fazerem negócio ao ar livre na semana da Queima das Fitas.

Há anos que, durante as noites da “Queima”, comerciantes da zona da “Baixa” aproveitam para fazer negócio, através da venda de bebidas, na rua, junto dos seus estabelecimentos, mediante o pagamento de uma licença. Contudo, desde a Festa das Latas (em Outubro) que tal foi proibido por um novo regulamento da Câmara Municipal que impede estas acções na zona histórica da cidade.

Agora que se aproxima mais uma festa académica, os comerciantes continuam a não poder colocar um balcão para vender bebidas à porta dos seus estabelecimentos, o que os levou ao protesto na autarquia, onde acabaram por ser recebidos por Nuno Mateus, chefe de gabinete do presidente.

Segundo um dos empresários no local, esta reivindicação já aconteceu na Latada, quando “houve problemas”, pelo que os comerciantes pensaram que desta vez não aconteceria o mesmo.

“Sabemos que a pressão vem da Associação Académica para que a Câmara não autorize a venda ao público deste lado do rio. Porque dizem que os estudantes quando chegam ao Parque já estão bem bebidos, entram tarde no recinto e já não consomem lá dentro”, referiu outra proprietária de um dos espaços comerciais.

“Todos os anos, a ‘Baixa’ tem vindo a decair, isto foi a gota de água. Nós não nos importamos de pagar as licenças, queremos é que nos autorizem a fazer negócio porque se a festa é uma das mais importantes da cidade deveria envolver tudo e todos”, explicou outro comerciante, acrescentando ser “nestas alturas que temos de aproveitar para fazer ‘respirar’ um pouco o negócio”.

Um outro proprietário alertava para o facto de ser necessário “dinamizar a ‘Baixa’” e estas serem ocasiões importantes para tal, até porque “há pessoas que preferem ficar por aqui e não entrar no recinto da ‘Queima’, pelo que há espaço para todos fazerem comércio”.

Outra das reivindicações mais ouvidas prendia-se com o facto de, durante a festa académica, serem obrigados a fechar a determinadas horas, quando o recinto da praça da Canção não cumpria essa obrigação.

Os comerciantes recebidos por Nuno Mateus foram informados de que, individualmente, cada estabelecimento deveria fazer um requerimento à Câmara a explicar o que pretendiam durante esta época festiva, contudo, sem garantias de nada.

As críticas ao presidente da autarquia estenderam-se a todos os outros problemas já conhecidos na “Baixa”, como o caso da falta de estacionamento, da má iluminação, da sujidade e insegurança nas várias ruas.

A Agência para a Promoção da ‘Baixa’ de Coimbra (APBC) também realizou diligências para que esta situação fosse resolvida; porém, não obteve qualquer resposta por parte do Município.