Coimbra  22 de Setembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra-Viseu: Requalificar IP3 é mais barato que “meia auto-estrada”

12 de Abril 2018

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão-Lafões está a desenvolver um estudo para demonstrar que a requalificação do IP3 é mais vantajosa financeiramente do que construir uma autoestrada, revelou o presidente do Município de Tondela, José António Jesus.

O autarca, que foi o autor da proposta, recorda que o seu Município foi o primeiro a defender que, “se não há dinheiro para se fazer uma auto-estrada nas condições políticas existentes, então que se requalifique de forma absolutamente clara o IP3, garantindo duas faixas em cada sentido com separador central”.

O Itinerário Principal 3 (IP3) liga a fronteira de Vila Verde da Raia à Figueira da Foz, mas apenas o troço Coimbra – Viseu não tem perfil de auto-estrada.

Segundo José António Jesus, o estudo pretende demonstrar que “é possível requalificar o IP3 todo, com separador central e duas faixas de circulação em cada sentido, mais barato do que eventualmente construir metade de uma auto-estrada”.

“Estamos em condições de demonstrar que existe uma solução justa, racional, equilibrada e financeiramente comportável para o Orçamento do Estado”, sublinhou o presidente da Câmara de Tondela.

Salientando que há abertura do Governo para discutir a requalificação, o autarca frisa que o propósito da CIM Viseu Dão-Lafões é defender um plano “que seja exequível, com um calendário conhecido por toda a gente e que se saibam o que se vai fazer com estes recursos e meios”.

“A CIM Viseu Dão-Lafões está a trabalhar em modelos que possam contribuir para um diálogo que procure as melhores soluções técnicas e financeiras”, acrescentou.

A Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 entregou no dia 06 uma petição na Assembleia da República, com mais de 7 000 assinaturas”, reivindicando “a melhoria e alargamento” da via, entre Coimbra e Viseu, sem introdução de portagens.

“Defendemos que todo o trajecto entre Coimbra e Viseu tenha via dupla em toda a sua extensão” (perto de 80 quilómetros) e que sejam suprimidos os cruzamentos de nível, mas sem a introdução de qualquer portagem, sublinhou à agência Lusa Álvaro Miranda, daquela associação.