Coimbra  21 de Abril de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: UHF no 50º. aniversário da “Crise académica”

16 de Abril 2019

Um concerto da banda UHF assinala, hoje à noite, no convento de S. Francisco, o começo das comemorações do 50.º aniversário da “Crise académica” de Coimbra.
O espectáculo insere-se num ciclo intitulado “Somos livres”, “inspirado na memória dos combates (…) em nome da liberdade”.
A celebração do evento, organizada pela Associação Académica de Coimbra (AAC), Universidade e Câmara Municipal em parceria com a Fundação INATEL e a entidade regional Turismo Centro de Portugal, prossegue até Outubro.
Uma recriação, a 20 de Abril (sábado), em Coimbra, da final futebolística de 1969 da Taça de Portugal é uma das iniciativas das comemorações, cujo palco é o Estádio Cidade de Coimbra, por ocasião do jogo Académica / Futebol SDUQ – Mafra.
A final disputada em 1969 ficou associada à “Crise académica” daquele ano e a participação da AAC consistiu numa advertência ao regime político então vigente.
Em alusão aos episódios que contribuíram para a queda do regime de Américo Tomaz e Marcelo Caetano, ocorrida a 25 de Abril de 1974, o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, inscreveu-os, em conferência de Imprensa, num “património imaterial de valor incalculável”.
“Portugal deve agradecer, e muito, a uma geração fantástica”, que lhe restituiu a liberdade, assinalou o reitor da UC.
Para Manuel Machado, líder do Município conimbricense, trata-se de uma efeméride digna de “importante celebração”, evocativa de uma “revolta assumida em resposta à opressão e à tirania”.
Também Daniel Azenha, presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, louvou “o exemplo” dado, há 50 anos, por alunos da UC.
Pelas 11h00 de quarta-feira (17), realizar-se-á uma cerimónia evocativa do início da “Crise académica”, sendo recordado o gesto do outrora presidente da AAC Alberto Martins ao pedir ao então Chefe do Estado, Américo Tomaz, para lhe conceder o uso da palavra.
O lançamento de material discográfico e de um livro, alusivos a José Afonso, na tarde de 17 de Abril, e, a 28, uma recriação histórica da repressão infligida em 1969, com encenação da Viv’Arte, são outros dos pontos altos das comemorações da “Crise académica”.
A atribuição do estatuto de sócios honorários da AAC aos membros dos corpos gerentes da instituição em 1969, recentemente aprovada pela Assembleia Magna, ocorrerá, pelas 21h30 de 23 de Abril, no Teatro Académico de Gil Vicente.
A antiga DG da Associação Académica era constituída por Alberto Martins, Celso Cruzeiro, José Salvador, José Gil, Matos Pereira, Fernanda Bernarda e Osvaldo Castro, cabendo a presidência da Mesa da AG a Décio Sousa e a do Conselho Fiscal a Carlos Baptista.