Coimbra  30 de Abril de 2017 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Coimbra: Programa Tele Via Verde do AVC é de referência europeia

29 de Março 2017

O programa Tele Via Verde AVC, coordenado pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e que agrega mais sete unidades da região Centro, é já uma referência europeia, disse, hoje, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

A rede “está a funcionar em pleno, traduzindo-se em grandes benefícios na assistência ao doente, tendo já alcançado resultados muito positivos que o colocam como referência a nível europeu”, refere a ARSC, após uma reunião realizada na terça-feira para avaliar os dois anos de actividade do programa.

Com uma média de “três a quatro” teleconsultas diárias, o Tele Via Verde do AVC garante uma resposta tecnicamente equitativa aos doentes que sofrem um acidente vascular cerebral.

O programa inclui, além do CHUC, o hospital distrital da Figueira da Foz, Centro Hospitalar de Leiria, Centro Hospitalar Baixo Vouga, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Unidade Local de Saúde da Guarda, Centro Hospitalar da Cova da Beira e Unidade Local de Saúde de Castelo Branco.

O CHUC é o ponto central, onde, diariamente, durante as 24 horas, uma equipa de especialistas acompanha em tempo real, através de telemedicina, os doentes com AVC que dão entrada naquelas unidades e prescrevem a melhor terapêutica, consoante a situação clínica.

A rede permite que apenas os doentes mais graves sejam transferidos para Coimbra, já depois de estabilizados e com terapêutica iniciada.

O projecto estende-se ainda ao Centro de Medicina e Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais (Tocha, Cantanhede), permitindo o acesso a fisioterapia a doentes, que reúnam os critérios clínicos para beneficiarem de um programa de reabilitação em internamento.

Segundo a ARSC, na reunião de terça-feira, que juntou todas as unidades hospitalares que integram o programa e o INEM, foram debatidas novas formas de referenciação do doente, incluindo o seu retorno ao hospital de origem.

“O transporte acompanhado do doente à unidade hospitalar que o referenciou depois de assistido numa unidade de AVC mais diferenciada é um dos objectivos a prosseguir no âmbito do programa”, refere a ARSC.