Coimbra  20 de Novembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Presidente pede ao Poder Central que arregace as mangas

5 de Julho 2018

Manuel Machado acenou, ontem (04), com “ambiente de confiança a marcar a actual afirmação de Coimbra” e afirmou que o mesmo “não pode ser prejudicado” por inércia do Poder Central.

Ao intervir no “Dia da Cidade”, o presidente da Câmara conimbricense lamentou o “adiamento crónico de investimentos (…) da exclusiva responsabilidade da Administração Central”.

“Até há uma semana, o trabalho político” do Poder Local consistiu em “fazer sentir ao Governo que era inexplicável (para dizer o menos…) o adiamento de intervenções fulcrais para Coimbra poder continuar a desenvolver-se e a criar riqueza”, disse o autarca.

A par da requalificação do IP3, o economista espera o avanço do projecto de Metrobus, para ele dar corpo ao Sistema de Mobilidade do Mondego, e a modernização da estação ferroviária de Coimbra – B.

Para o edil, a Rainha Santa “gostaria, certamente, de ver Coimbra neste momento feliz da sua afirmação”.

Segundo Manuel Machado (PS), Coimbra, que “inverteu a tendência de perda de população”, possui “cada vez mais empresas” e, por isso, “quase não tem desemprego”, sendo “o quarto melhor Município português (num universo de 308) para investir”.

Na perspectiva do edil, a preparação da candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura / 2027 será “o melhor quadro para continuar a reabilitar Coimbra”, enriquecer o seu perfil cosmopolita, “alargar a sua programação, desenvolver e partilhar com os povos europeus as características únicas de cultura urbana (académica e não só)”.

O líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal (AM) de Coimbra, Nuno Freitas, opinou, por sua vez, que “Portugal desenvolve-se menos do que deve, com injustiça patente no equilíbrio territorial, preso em poderosas amarras burocráticas e económicas”.

De acordo com o autarca social-democrata, os partidos soçobram, “impotentes perante interesses codiciosos, raras vezes democráticos, sendo que o PS nada disto alterou na prática”.

Para o médico, que citou o reitor João Gabriel Silva, a preconizada deslocalização do Tribunal Constitucional, do Instituto de Camões e da ADSE (de Lisboa para Coimbra) consiste em “exemplos simbólicos” para, desejavelmente, serem “vertidos num programa sobre a descentralização do Estado”.

Contudo, o autarca e líder concelhio do PSD/Coimbra entende que se deve “ir mais longe na afectação regional de competências e orçamento capazes de dar um novo impulso à cidade como capital da região Centro”.

“Ou Coimbra assume uma liderança política integradora da região ou permaneceremos como uma das regiões mais pobres e injustas de Portugal”, advertiu Nuno Freitas.

Para Manuel Rocha, líder da bancada da CDU na AM conimbricense, “o lugar de edificar, como o de ocupar, não pode ser decidido por conveniências conjunturais, lucros de ocasião, interesses que não os da projeção democraticamente consensualizada de uso do espaço urbano, trate-se da casa de morar, de um balcão de agência bancária ou do lugar de fazer nascer crianças”.

“Coimbra não tem de ser saudade; e é-o já, demasiado; por isso, nenhum lugar melhor do que o ‘Dia da Cidade’ para semear profecias que não sejam só a do folheto turístico, trocando vidas inteiras, de geração em geração, por vidas de um fim-de-semana e nunca mais; (…), profecias que sejam as da posse municipal da propriedade essencial à reabilitação da vida, desalojando para longe «fundboxes» em que ninguém votou (…), fundos imobiliários para quem Coimbra é uma mera linha na tabela de controlo de activos (…)”, opinou Manuel Rocha.

Rui Soares, autarca eleito pelo movimento “Somos Coimbra”, considerou que, sem embargo da celebração do presente, é tempo de projectar o futuro.

Para Helena Mendes (CDS), Coimbra tem de aspirar a ser “mais do que uma cidade de funcionários públicos”.

 

 

 

 

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