Coimbra  29 de Junho de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: PCP questiona Governo sobre Hospital Sobral Cid

18 de Abril 2017

O PCP quer saber quando vão ser realizadas obras no pavilhão 16 do Hospital Sobral Cid (destinado a inimputáveis), em Coimbra, que tem problemas de segurança, não cumprindo “as normas contra incêndios” e possuindo “enfermarias com nove camas”.

Em perguntas entregues na Assembleia da República, dirigidas ao Governo, através dos ministérios da Justiça e da Saúde, sobre o Serviço de Psiquiatria Forense do Hospital Sobral Cid, o grupo parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) também questiona se vão ser contratados técnicos para aquela unidade.

“Reconhece o Governo a carência de profissionais para assegurar as actividades ocupacionais e de reabilitação” naquele serviço do Hospital Sobral Cid?”, perguntam os comunistas, no mesmo documento, subscrito pelos deputados Carla Cruz, António Filipe e Ana Mesquita.

No âmbito das jornadas parlamentares do PCP realizadas em Coimbra, em 10 e 11 de Abril, uma delegação de deputados comunistas visitou o estabelecimento, tendo concluído que o pavilhão 16, “destinado aos inimputáveis”, apresenta “elevado grau de degradação e níveis de insegurança para os utentes e para os profissionais que ali exercem funções”.

Para além das “questões do edificado”, os deputados também ficaram a saber que aquela unidade “não tem técnicos que desenvolvam actividades de cariz ocupacional e de reabilitação, sendo desenvolvidas pelos enfermeiros que acumulam com as suas actividades assistenciais”, sublinham.

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), do qual faz parte o Hospital Sobral Cid, “informou a delegação do PCP que o Ministério da Justiça tem uma dívida vencida que ronda os 30 milhões de euros a esta unidade hospitalar”, acrescenta o PCP, que, por isso, também quer saber se o Governo confirma a existência desta dívida.

“Se o Ministério da Justiça deve aquele montante ao CHUC, que plano tem o Governo para regularizar a dívida?”, questiona ainda o PCP.