Coimbra  21 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Coimbra: Médicos querem averiguação de transporte em táxi

16 de Janeiro 2018

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) pediu a intervenção “urgente” da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde para averiguar o alegado transporte de material contaminado, em serviço de táxi, por “imobilização forçada” de meios de transporte próprios.

O “alegado transporte de material contaminado” terá sido feito, na região Centro, “em serviço de táxi, na sequência da imobilização forçada da frota da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) por falta de seguro automóvel”, afirma a Secção Regional da Ordem dos Médicos.

O eventual transporte de material contaminado “tem de ser devidamente investigado, para que não restem dúvidas sobre esta circunstância”, sustenta a SRCOM, considerando que, a verificar-se, a situação “seria de uma enorme gravidade”.

As regulamentações nacionais e europeias “obrigam a requisitos muito apertados para o transporte deste material que não pode, obviamente, ser feito em transporte público ou particular, mas, antes, em veículos preparados para o efeito”, afirma o presidente da SRCOM, Carlos Cortes.

“Na sequência destes casos – que inviabilizaram também a distribuição de medicamentos” – a SRCOM solicitou, entretanto, à ARSC, “a divulgação – para conhecimento público – do impacto financeiro decorrente desta situação”.

Em nome da “transparência e da fiabilidade dos procedimentos” e dos “princípios e requisitos de segurança dos doentes e dos profissionais e de todos os cidadãos”, a SRCOM “continuará na defesa da qualidade de saúde”, assegura Carlos Cortes.