Coimbra  21 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra e Montemor-o-Velho fazem História com a ponte do Paço

13 de Fevereiro 2019

Os autarcas Manuel Machado e Emílio Torrão lançaram o concurso público

 

Os presidentes de Câmara de Coimbra e de Montemor-o-Velho, Manuel Machado e Emílio Torrão, assinaram, ontem (12), o acordo para lançamento do concurso público que irá permitir a construção da nova ponte do Paço.

Depois de um compromisso estabelecido há cerca de dois anos entre os autarcas para a renovação daquela via, está, agora, assumida essa obra que “irá servir milhares de pessoas e diminuir a morte de muitos animais do Paul de Arzila”, sublinhou Emílio Torrão, édil de Montemor-o-Velho, sublinhando que se “está a fazer história”.

A empreitada da nova ponte tem um custo previsto de mais de 407 000 euros e um prazo de execução de 330 dias, sendo financiada, em partes iguais, pelos dois Municípios, um acordo que permanecerá para a conservação dessa mesma estrutura. A nova passagem entre os concelhos de Coimbra e Montemor será construída ao lado da actual, contemplando duas vias para automóveis e passeio para peões, tendo cerca de 14 metros de comprimento e 10 de largura. A ponte actual será desactivada ao trânsito, mantendo-se como pedonal, ciclável e até “poderá servir como miradouro para o Paul de Arzila”, afirmou Manuel Machado.

O projecto prevê, ainda, duas passagens para animais selvagens e a plantação de árvores autóctones no local.

O lançamento do concurso público só agora foi possível, uma vez que foi necessária a obtenção do reconhecimento de relevante interesse público do projecto, conseguida a 16 de Janeiro, pelo despacho da secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza.

Logo em 2017, os dois Municípios consideraram da maior importância uma alternativa à actual passagem, “uma obra estratégica e imprescindível para a circulação rodoviária dos munícipes, para o bem-estar das populações e desenvolvimento económico e social dos concelhos”.

O acordo interadministrativo, assinado em Junho de 2017, revela que Montemor-o-Velho ficará responsável pelo projecto de execução da mova ponte e respectivos estudos geotécnicos e hidráulicos, enquanto que Coimbra assume o projecto de acessos viários à nova ponte.

Emílio Torrão disse, ainda, que “era necessário um conjunto de pessoas para fazer esta obra, desde os técnicos das duas câmaras municipais, até aos dois presidentes verdadeiramente livres e abnegados, que lutam pelas pessoas”.

Na sessão, que teve lugar nos Paços do Concelho de Coimbra, Manuel Machado recordou a história da ponte, que data de 1699, bem como a sua importância e o adiamento sucessivo do seu melhoramento.

“Houve um entendimento por esta necessidade óbvia e chegou-se a acordo”, referiu o autarca, salientando a “importância regional” daquela passagem.

“Desde 1990 que se tenta fazer este projecto, cuja importância é evidente, e mesmo sendo uma aparente pequena obra, representa um esforço imenso na preservação do Paul de Arzila e também para servir as pessoas e permitir a proximidade entre a vizinhança [dos dois concelhos]”, reforçou o édil conimbricense.

Projecto ponte do Paço