Coimbra  26 de Setembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Abaixo-assinado em prol da reorganização de transportes

3 de Setembro 2018

Um abaixo-assinado em prol da reorganização dos transportes colectivos na União de Freguesias de Antanhol e Assafarge foi posto a circular, hoje, por iniciativa do movimento Cidadãos por Coimbra (CpC).
Sob o lema “Transportes para as pessoas” – “novas linhas, mais horários e melhores preços” –, a petição assinala que a cobertura dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC) e as de operadores privados são insuficientes porquanto são “poucas as carreiras e não é assegurado serviço nocturno”.
“Inconformados com a situação”, os subscritores do abaixo-assinado pedem à Câmara e à Assembleia Municipal de Coimbra empenhamento no sentido de a alterar, visando “a reorganização e redefinição de trajectos e horários das actuais linhas de modo a servir adequadamente os grandes centros populacionais” do território da União de Freguesias de Antanhol e Assafarge.
Há aglomerados populacionais que distam vários quilómetros do Itinerário Complementar nº. 02, advertiu, em conferência de Imprensa, o coordenador de CpC, Jorge Gouveia Monteiro.
A munícipe Esperança Ramos disse, a título de exemplo, que a empresa Transdev cobra 0,55 euros para transportar um passageiro entre Cruz dos Morouços e Coimbra, montante que quase quadruplica se a viagem for entre a cidade e Antanhol.
Gouveia Monteiro, ex-vereador, justificou a iniciativa de CpC com o propósito de “dar voz” a conimbricenses “mal servidos de transportes colectivos”.
De acordo com o antigo autarca, cabe à Câmara Municipal de Coimbra definir um caderno de serviços mínimos para cobertura do concelho com transportes colectivos, por maioria de razão numa fase em que está “prestes a ocorrer a caducidade de concessões” confiadas a vários operadores privados.
Outro grupo de peticionários, indicando como endereço para efeito de comunicações a sede da Associação de Indústria, Comércio e Empresas de Coimbra (rua de Simões de Castro 136), promete bater-se por uma cidade “limpa e reabilitada”.
O grupo insurge-se contra “degradação e falta de limpeza” em ruas e pavimentos de Coimbra, lastimando, ainda, “ruína e sujidade de edifícios, com perigosidade para a segurança e saúde públicas”.