Coimbra  11 de Dezembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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CMC: Movimento sugere reformulação para a rua do Brasil

10 de Outubro 2018

O movimento “Somos Coimbra” espera que a empresa WPC 18 reformule um projecto tendente a edificação na rua do Brasil de 349 quartos para estudantes.
Segundo o vereador José Manuel Silva, a essa expectativa acresce a de que haja lugar a criação de um “fundo de sustentabilidade” em prol “dos melhores interesses dos munícipes” conimbricenses.
Como noticiou, anteontem, o “Campeão”, um projecto para investimento de 20 milhões de euros poderá estar comprometido devido a uma deliberação aprovada pelos seis vereadores da oposição com assento na Câmara Municipal de Coimbra.
Os três edis da coligação “Mais Coimbra” (PSD – CDS – PPM – MPT), os dois do movimento “Somos Coimbra” e o eleito pela CDU rejeitaram uma proposta no sentido de ser admissível a supressão de 45 lugares de estacionamento público (embora exista um superavit de 27 lugares
privados).
Francisco Queirós (CDU) opinou estar em causa um determinado figurino de desenvolvimento; os vereadores eleitos pelo PSD e os do movimento “Somos Coimbra” entenderam ser defensável a atribuição de uma compensação financeira à CMC para fomento do transporte colectivo no cenário de dispensa de 45 lugares de estacionamento público.
A Comissão Concelhia do PS/Coimbra considerou lamentável, em comunicado, que “uma oposição irresponsável «chumbe» investimento estrangeiro para residência de estudantes (…), prejudicando a cidade”.
Sidónio Simões, chefe de uma divisão camarária, questionou se se justifica pôr em xeque o Jardim Botânico para criar estacionamento.
Segundo o engenheiro, a proposta da arquitecta Ana Faria proporcionaria à autarquia um encaixe de cerca de 245 000 euros, desfrutando a CMC da prerrogativa de poder dispensar a cobrança de uma compensação financeira inerente à dispensa de 45 lugares de estacionamento público.
O movimento “Somos Coimbra” faz notar que o alvará inicial previa a criação de 149 lugares de estacionamento, espaço que, segundo diz, foi “transformado em área bruta de construção, com a eliminação de mais de 100 lugares (…) em troca da duplicação da área de construção para um total de 349 unidades de alojamento de conveniência, por recurso a regime excepcional” previsto no artigo 133º. do Regulamento do Plano Director Municipal.
Neste contexto, o movimento advoga que “o recurso ao regime excepcional das alíneas a), b) e c) do nº. 01 do artigo 133º. do Regulamento do PDM deve ser transparente, sob pena de a sua aplicação reiterada poder gerar situações de grave injustiça entre requerentes e agravar grosseiramente os problemas de acessibilidade e estacionamento em zonas consolidadas já por si extremamente deficitárias”.

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