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CMC credora: Carlos Cidade apreensivo com dívida do Eirense

11 de Dezembro 2017

Sem se referir à colectividade de Eiras, o vereador Carlos Cidade confessou, hoje, apreensão devido ao crédito da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) sobre o Eirense.

Como noticiou o “Campeão”, em Novembro de 2016, aquela agremiação desportiva devia, então, perto de 200 000 euros à principal autarquia de Coimbra, sendo que 70 por cento daquele montante foram facturados antes de Março de 2013.

“Dívidas das colectividades pela utilização de instalações camarárias” foi um dos assuntos da primeira reunião da CMC realizada em Dezembro de 2017, mediante proposta do vereador José Manuel Silva (“Somos Coimbra”), mas o agendamento não foi acompanhado de informação de suporte.

Uma dezena de entidades parceiras da Câmara de Coimbra no âmbito da exploração de complexos de piscinas deviam, há 13 meses, à edilidade cerca de 340 000 euros, apurou o “Campeão”. Algumas negociaram com a autarquia o pagamento de um montante superior àquele.

Parte da dezena de entidades era credora de quantias inerentes a subsídios camarários, mas estes só podiam ser pagos mediante prova de regularização das dívidas à autarquia, à Administração Fiscal e à Segurança Social.

O vereador de “Somos Coimbra” insistiu com dois pedidos: apresentação à vereação do rol de entidades devedoras e elaboração de um parecer jurídico capaz de habilitar a autarquia a uma eventual deliberação.

O presidente da CMC, Manuel Machado (PS), que tresleu os pedidos, insurgiu-se contra um hipotético perdão de dívida ao alertar para o melindre da situação.

José Manuel Silva lamentou que aos vereadores não seja facultado apoio jurídico capaz de lhes facilitar o desempenho de funções.