Coimbra  26 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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CMC aplica coima a Fundação liderada por Jaime Ramos

18 de Setembro 2017

A Câmara Municipal de Coimbra aplicou, hoje, uma coima à Fundação ADFP, devido a falta de licença de utilização para abertura de creche e infantário, mas as duas entidades divergem sobre a ocasião do requerimento.

“Coimbra não é Dallas (EUA) nem é Miranda” [do Corvo], afirmou o vereador Carlos Cidade (PS) ao intervir na última reunião da autarquia antes das eleições de 01 de Outubro.

Segundo o autarca, a instituição presidida por Jaime Ramos, candidato da coligação “Mais Coimbra” à liderança do Município, só requereu a emissão de licença volvidos “15 ou 20 minutos” sobre uma diligência da fiscalização camarária.

A edilidade “cumpriu a sua obrigação, notificou quem tinha de notificar”, acentuou o vereador responsável pelo pelouro do urbanismo no âmbito da CMC.

Jaime Ramos contrapõe que o requerimento foi entregue “algum tempo antes”.

Para o médico, “a actual Câmara [de Coimbra] é constituída por pessoas sem iniciativa, que vivem sempre da área pública e não estão habituadas à dinâmica dos empreendedores”.

“Sou um fazedor, lancei um colégio privado, único em Coimbra, e, através da Fundação ADFP, com um novo espaço para creche e jardim-de-infância, houve criação de emprego e é desenvolvida uma intensa actividade social”, acrescentou o cabeça de lista da coligação de Centro-Direita.

Ao aludir a “algo de estranho”, Carlos Cidade, que também é líder concelhio do PS/Coimbra, assinalou que a creche e infantário abriram, em Estremão (S. Martinho do Bispo), num edifício “licenciado para fins industriais e de comércio”.

Por seu lado, o médico minimiza o assunto dizendo que serviços dependentes dos ministérios da Educação e da Segurança Social tiveram conhecimento, “em devido tempo”, da iniciativa da Fundação ADFP.

A alusão a Dallas, feita por Carlos Cidade, remete para uma antiga série televisiva em que JR (iniciais de Jaime Ramos) Ewing sobressai como protagonista.

Segundo a Wikipédia, à medida que a série avançava, J.R. Ewing ascendeu a personagem principal, “cujos esquemas e negócios obscuros se tornaram a marca registada da ideia inicial e trama”.