Coimbra  29 de Junho de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Cidadãos por Coimbra: É uma senhora que se segue

20 de Abril 2017

Com José Augusto Ferreira da Silva e Pedro Bingre a descartarem o estatuto de vereador, cabe a Fátima Carvalho assumir a representação de Cidadãos por Coimbra na Câmara.

A dirigente sindical, que foi vereadora (independente eleita pelo PS), é um dos 15 membros do movimento cívico subscritores de uma declaração contra cujo teor se insurgiu a nova Direcção de CpC.

Se Fátima Carvalho também declinar ingressar na vereação do Município conimbricense, irá caber a José Manuel Pureza (Bloco de Esquerda) a qualidade de representante do movimento.

O professor universitário é vice-presidente da Assembleia da República, desconhecendo-se, por ora, se irá invocar a função parlamentar para descartar o desempenho do cargo autárquico.

Isabel Campante é o quinto membro da lista com que CpC concorreu, em 2013, à Câmara Municipal de Coimbra, mas também ela é subscritora da declaração do “grupo dos 15”.

No seu preâmbulo, a referida declaração lamenta que a governação do Município esteja “entregue ao autoritarismo, à centralização pessoal e à inexistência de diálogo”.

Neste contexto, o documento alude ao risco de uma “visão estreita”, susceptível de “condenar [o movimento cívico] a prosseguir uma tarefa exclusiva de oposição”.

“Perante a mera proposta”, preconizada por Ferreira da Silva, de “debate de possíveis contributos de cidadãos exteriores [a CpC], mas disponíveis para integrar uma candidatura [à Câmara conimbricense] centrada nos princípios do movimento”, os subscritores da declaração concluíram sentir-se “confrontados com a rejeição abrupta de qualquer discussão política através de um acantonamento obstinado numa posição sectária, de hostilização e com comentários, acusações e juízos morais inaceitáveis”.