Coimbra  17 de Dezembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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CES lidera projecto europeu de 13 milhões para renovar bairros sociais

7 de Dezembro 2017

Gonçalo Canto Moniz

 

O consórcio “URNiNAT – Urban Innovative and Inclusive Nature”, um projecto europeu que pretende regenerar os bairros sociais de sete cidades, vai ser coordenado pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra (UC).

A liderar este projecto, que é constituído por cerca de 30 parceiros internacionais, está o investigador do CES e docente do Departamento de Arquitectura da UC, Gonçalo Canto Moniz.

O objectivo do URBiNAT é “regenerar os bairros sociais de sete cidades europeias através de “corredores saudáveis” e, para a sua concretização foi disponibilizada uma verba de 13 milhões de euros pelo H2020 da Comissão Europeia.

O projecto irá decorrer ao longo de cinco anos, durante os quais irá “investigar, desenvolver e implementar o que designa de ‘Corredores Saudáveis’, com base no catálogo de Soluções Baseadas na Natureza (NBS), onde estão incluídas soluções tecnológicas de impacto ambiental, metodologias inovadoras de participação democrática e inclusão, e alternativas económicas por meio de soluções de economia social e solidária”.

Nesse catálogo incluem-se soluções tecnológicas de impacto ambiental, metodologias inovadoras de participação democrática e inclusão; bem como alternativas económicas por meio de soluções de economia social e solidária.

Os “corredores saudáveis” serão construídos nas cidades do Porto (Portugal), Nantes (França) e Sofia (Bulgária) e, mais tarde, replicados nas cidades de Bruxelas (Bélgica); Siena (Itália); Høje-Taastrup (Copenhaga, Dinamarca) e Nova Gorica (Eslovénia), em parceria com municípios e universidades locais.

Esta é a primeira vez que a Comissão Europeia atribui um financiamento desta magnitude a um consórcio liderado por um centro de investigação interdisciplinar das Ciências Sociais e Humanas, reconhecendo a forte presença do CES na investigação europeia.

O consórcio conta, ainda, com parceiros iranianos e chineses, e parceiros observadores do Brasil, Omã, Japão e China, para garantir a partilha de boas práticas e replicação das soluções noutros contextos.