Coimbra  23 de Maio de 2018 | Director: Lino Vinhal

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CDS questiona falta de recursos nas maternidades de Coimbra

9 de Fevereiro 2018

Deputados do CDS-PP questionam o ministro da Saúde sobre denúncias de ruptura na prestação de cuidados nas maternidades de Bissaya Barreto e de Daniel de Matos, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, em requerimento feito, ontem, na Assembleia da República.

Os parlamentares centristas Isabel Galriça Neto, Teresa Caeiro, Ana Rita Bessa e Filipe Anacoreta Correia querem que o ministro Adalberto Campos Fernandes justifique as denúncias divulgadas pelo Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC), que alertou para a falta de recursos humanos nas duas maternidades de Coimbra.

“Tendo em conta que, há um ano atrás, o ministro da Saúde afirmou não existirem restrições à contratação de especialistas em ginecologia/obstetrícia para esta região”, os deputados do CDS-PP querem saber “quantos profissionais foram contratados no último ano para as maternidades de Bissaya Barreto e de Daniel de Matos, quantos concursos foram abertos, no último ano, com abertura de vagas para estas maternidades, e quantas vagas foram abertas”.

Recorde-se que, segundo o SMZC, 25 clínicos da Maternidade de Bissaya Barreto exprimiram as suas preocupações sobre a concentração de internamentos na fase de resguardo ou quarentena no terceiro piso do edifício, quando o quarto piso, que só abre quando a taxa de ocupação no terceiro está próxima dos 100 por cento, tem “melhores condições de conforto e higiene para as utentes”.

Os signatários denunciaram, também, a “falta de humanização, existindo mães com filhos em cuidados intensivos em risco de vida ou que sofreram a sua perda, ao lado de mães com recém-nascidos saudáveis, falta de recursos humanos médicos com ausência de novas contratações desde há 10 anos, insatisfação dos profissionais de saúde e seu esgotamento, desmotivação, revolta e decepção com a actual situação”.

“Os recursos humanos médicos nas maternidades não sofreram qualquer alteração e a situação actual mantém-se muito próxima da ruptura. A região tem sido discriminada negativamente pela tutela e as grávidas, mães e bebés do Centro merecem mais e melhor”, sintetiza o SMZC.