Coimbra  23 de Setembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Cantanhede: Médicos alertam para perigo de fecho de serviços

9 de Julho 2018

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, alertou, hoje, para o perigo do encerramento de serviços no Hospital do Arcebispo João Crisóstomo (HAJC), em Cantanhede, devido à falta de clínicos.

O presidente da SRCOM afirma que a falta de médicos naquela unidade de saúde tem levado a pedidos de exclusão de responsabilidade dos clínicos que ali prestam serviço.

“A Ordem dos Médicos mostra-se muito preocupada com a falta de recursos humanos neste hospital, designadamente nas unidades de Cuidados Paliativos Agudos e de Convalescença, e com a evidente asfixia financeira em que o Ministério da Saúde está a colocar esta importante unidade hospitalar”, argumenta Carlos Cortes.

“Esta unidade hospitalar possui a Unidade de Cuidados Paliativos Agudos com 18 camas de internamento e a Unidade de Convalescença com 30 camas, dando resposta a situações complexas e com necessidades múltiplas e diferenciadas. O Ministério da Saúde deve intervir com urgência, pois é grave e inaceitável a atual situação. Há períodos em que o apoio clínico das duas unidades é assegurado apenas por um médico especialista”, frisa o responsável da Ordem dos Médicos do Centro.

Avisando que a situação, a não ser resolvida, “poderá ditar o encerramento das duas unidades”, Carlos Cortes afirma que, no actual contexto do hospital de Cantanhede, as declarações de exclusão de responsabilidade que os médicos têm vindo a entregar na SRCOM “são mais um grito de alerta para a falta de meios e de recursos humanos que prejudicam os doentes ali internados”.

“O Ministério da Saúde não poderia fazer pior: não resolver esta situação é prejudicar os cuidados de saúde e caminhar para o encerramento destas unidades, o que se afigura inadmissível”, adverte o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.

António Sequeira, presidente do HAJC, disse que ele foi contemplado com uma vaga de Medicina Interna, sem que, no entanto, haja despontado qualquer candidatura. Contudo, o Hospital foi contactado por uma recém-especialista de Medicina Interna, a qual se mostrou interessada em ocupar o referido lugar do mapa de pessoal.