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Cantanhede: Grupo israelita compra edifícios do Biocant

4 de Janeiro 2018

A presidente da Câmara de Cantanhede, Helena Teodósio, confirmou, hoje, ao “Campeão”, a entrada de capital privado no Biocant Park, através da alienação de dois dos seus edifícios, por um total de 3,3 milhões de euros.

A aquisição vai ser feita pela Green Innovations, que compra o edifício-sede, por 1,3 milhões de euros, e o edifício Biocant I, por 2,0 milhões de euros, usando esta base como plataforma para investir nas ‘start-ups’ mais promissoras do sector.

Segundo o “Jornal de Negócios”, o acordo irá ser selado este mês com a Green Inovations (GI), grupo de capitais israelitas, e que é representada em Portugal por Carlos Faro, antigo presidente do parque de biotecnologia.

Conforme recordou, hoje, a presidente da Câmara de Cantanhede, a entrada de capitais privados no Biocant foi aprovada por deliberação da Edilidade de 20 de Junho de 2017 e da Assembleia Municipal, em 30 de Junho de 2017, inserindo-se “numa estratégia definida para assegurar a consolidação e expansão daquele que é o maior parque de biotecnologia do país”.

“O facto de ter atingido uma expressão tão relevante como ecossistema de inovação em Biotecnologia e Ciências da Vida, colocou a Câmara Municipal de Cantanhede – que controla 99 por cento do capital através de duas associações – a ABAP (Associação Beira Atlântico Parque) e a Biocant (Associação de Transferência de Biotecnologia)-–, perante o desafio de criar condições favoráveis a uma nova etapa de crescimento, o que pressupõe grandes investimentos que a autarquia, por si só, teria sempre dificuldade em continuar a garantir”, refere Helena Teodósio.

Sublinhando que “a Câmara de Cantanhede investiu na criação do Biocant Park no âmbito de um processo desenvolvimento orientado para a elevação da base económica do concelho, para sectores de elevado valor acrescentado, o que foi conseguido”, a autarca considera ser interesse do Município que “todo o potencial adquirido pelo Biocant Park seja devidamente explorado, de modo sustentável, para aumentar tanto quanto possível o seu impacto na economia do concelho, da região e do país”.

“O retorno reside na actividade de 40 por cento das empresas nacionais de biotecnologia e em mais de 270 postos de trabalho qualificado criados, mas o nosso objectivo é chegar bastante mais longe”, refere a presidente da Câmara de Cantanhede.

Actualmente, segundo Helena Teodósio, “há novas exigências para reforçar a massa crítica do parque e dinamizar ainda mais a sua actividade”, com a entrada de novos operadores “a ser vantajosa, no sentido em que favorece a sua expansão e lhe abre perspectivas de maior projecção internacional, tanto mais que, além das empresas sedeadas no núcleo do Biocant Park, tem-se assistido ao alargamento do seu ‘campus’ para o sector da biotecnologia industrial e para o sector farmacêutico”.