Coimbra  17 de Dezembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Cantanhede: Câmara aprova orçamento de 24,5 milhões de euros

6 de Dezembro 2017

A Câmara de Cantanhede anunciou, hoje, ter aprovado, por unanimidade, as Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2018, no valor de 24,5 milhões de euros, uma verba inferior 2,5 por cento em relação a 2017.

“Ao corresponder a uma variação de menos 2,5 por cento em relação ao de 2017, o programa orçamental reflecte um esforço de consolidação, sem deixar de se manter em linha com os valores de anos anteriores”, resume a presidente do Executivo municipal, Helena Teodósio.

No texto introdutório, a autarca refere que o documento foi elaborado “com especiais cuidados”, em grande parte devido a “dúvidas sobre se o cenário macroeconómico vai evoluir tão favoravelmente como nos últimos tempos”.

Helena Teodósio adianta que as propostas de investimento – traduzidas no valor de 10,1 milhões de euros para despesas de capital – “dão resposta aos objectivos estabelecidos para 2018 e estão alinhadas com os fundamentos de políticas enunciadas para um horizonte temporal de médio e longo prazo”.

Em destaque estão os 3,3 milhões de euros provenientes do financiamento da União Europeia para as obras de regeneração urbana previstas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), montante que não representa a totalidade da receita a arrecadar por essa via, uma vez que só no orçamento de 2019 será reflectida outra parte da comparticipação relativa aos cerca de seis milhões de euros a investir em Cantanhede nesse âmbito, esclarece a autarca.

Do ponto de vista do investimento, as obras do PEDU são consideradas “as mais relevantes do orçamento para 2018”, contemplando a criação de uma rede ciclável na cidade, a requalificação urbana das ruas dos Bombeiros Voluntários, de D. Afonso Henriques e de Marquês de Pombal, a reabilitação de imóveis como o antigo edifício da Escola Técnico-Profissional de Cantanhede, a Casa das 3 Marias, a antiga Escola de Conde Ferreira e o Mercado Municipal, e ainda a recuperação das habitações de sociais no Bairro Vicentino.

Helena Teodósio considera “também relevantes os investimentos orientados para a crescente qualificação das condições do processo ensino/aprendizagem em toda a rede educativa”, com destaque para as obras de beneficiação e modernização da Escola EB1/Jardim de Infância Cantanhede Sul e da Escola EB 2,3 de Marquês de Marialva, em Cantanhede, as quais contam também com financiamento comunitário.

A autarquia assume “a aposta na valorização da base económica”, através da dinamização dos factores que favorecem a instalação de empresas, estando previstos ainda investimentos a realizar no âmbito de parcerias com as juntas de freguesia, ao abrigo de acordos de transferência de competências que oferecem evidentes vantagens na gestão e otimização dos recursos, a que se acrescenta o apoio às associações e outras entidades em matéria de despesas de capital.

No que respeita ao controlo da despesa corrente, o orçamento “acomoda o aumento de vários encargos”, entre os quais os decorrentes do descongelamento das carreiras dos funcionários e também da evolução dos preços dos bens de consumo que suportam a atividade camarária, particularmente os combustíveis e a energia.

Num contexto destes, sublinha Helena Teodósio, “não pode deixar de ser valorizado o facto de as despesas correntes previstas apresentarem uma variação de apenas mais 0,38 por cento relativamente ao orçamento de 2017, o que adquire ainda mais significado se tivermos em conta de que há uma poupança corrente materialmente relevante, no valor de 4,8 milhões de euros.