Coimbra  19 de Novembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Bienal de arte de Coimbra propõe “olhar para a cidade”

12 de Setembro 2017

“Curar e Reparar” é o tema da segunda edição da “anozero”, bienal de arte contemporânea de Coimbra, que foi apresentada, hoje, e irá decorrer entre 11 de Novembro e 30 de Dezembro.

A diversificação dos artistas, das artes e, principalmente, dos espaços é um dos pontos fortes da bienal deste ano, que chega com mais responsabilidade e mais empenho devido ao sucesso da edição anterior.

No total, vão participar na iniciativa 34 artistas, 16 portugueses e 18 internacionais, cujas obras estarão distribuídas por vários espaços emblemáticos da cidade e onde o seu Património Mundial da Humanidade terá um papel importante.

“Esta bienal não é um conjunto de exposições, mas sim apenas uma exposição. É a cidade que se expõe”, explicou Delfim Sardo, curador da bienal. “O que nos interessa é propor aos visitantes que tomem o repto da ‘reparação’ para poderem olhar um pouco melhor para cada situação, até porque as obras estarão expostas de forma a remeter o olhar de quem a vê para o local onde estão instaladas”, adiantou o curador.

Para esta bienal foram comissariadas (encomendadas) 17 peças e que se apresentam como escultura; pintura; peças sonoras; vídeo; fotografia; instalação; desenho; performance; entre outras.

A ideia é que esta edição possa ser “um interlocutor de observação e vivência da cidade e de alguns dos locais mais extraordinários que Coimbra tem”, afirmou Delfim Sardo.

Na apresentação da iniciativa estiveram presentes os promotores e produtores do projecto: Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Câmara Municipal, Universidade e Turismo do Centro.

Clara Almeida Santos, vice-reitora da UC, considerou que a instituição está “de corpo e alma nesta iniciativa”, este ano “com uma responsabilidade acrescida” já que o as exposições integram património da Universidade, permitindo que este possa ser “vivido e experienciado nas suas várias dimensões, sendo uma maneira de mostrar os tesouros que a UC possui”.

Já a vereadora da Cultura, Carina Gomes, afirmou que “a ‘anozero’ é um dos grandes projectos que orgulha a autarquia” por ser “uma forma diferente de olhar a cidade”. “Coimbra será, cada vez mais, um lugar de criatividade, atractividade e autenticidade”, realçou a autarca, garantindo que a Câmara mantém o empenho na realização, promoção e aumento da visibilidade da iniciativa, pelo que “as expectativas estão elevadas”.

Como parceiro fundamental desta edição está o Turismo do Centro, que apoia o projecto através do projecto “Lugares Património Mundial da Região Centro”. Pedro Machado, presidente da Entidade de Turismo, afirmou que “esta bienal inscreve-se na estratégia de consolidação a actividade turística na região e o crescimento que tem tido”.

O turismo cultural e patrimonial é “um dos produtos turísticos mais importantes da região” e é um “projecto de afirmação do património da cidade, que permite a sua promoção”. “Este é um evento com reconhecimento e apoio de outras instituições e entidades a nível nacional, podendo tornar-se “numa referência no país e até a nível internacional”, sublinhou Pedro Machado.

Da parte do CAPC, o director Carlos Antunes congratula-se com o “aumento do espectro para outros espaços”, que este ano ocupará o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, um “crescimento” “essencial para a bienal e para a cidade”.

A iniciativa, que conta com o apoio do Centro 2020, tem um orçamento total de cerca de 325 000 euros, dos quais 50 000 provém da Universidade, perto de 54 000 da Câmara Municipal e o restante dos fundos comunitários do programa “Lugares Património Mundial da Região Centro”.

As exposições são de entrada livre, à excepção da Galeria de História Natural do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, que por incluir o circuito turístico da UC estará disponível para visita através desse bilhete.

Da bienal “anozero” 2017 vão fazer parte os seguintes artistas:

*Alexandre Estrela;

*Ângela Ferreira;

*Buhlebezwe Siwani;

*Céline Condorelli;

*Danh Vo;

*Dominique Gonzalez-Foerster;

*Ernesto de Sousa;

*Franklin Vilas Boas;

*Fernanda Fragateiro;

*Francis Alys;

*Gabriela Albergaria;

*Gustavo Sumpta;

*Henrique Pavão;

*James Lee Byars;

*Jill Magid;

*Jimmie Durham;

*João Fiadeiro;

*João Onofre;

*Jonathan Uliel Saldanha;

*Jonathas de Andrade;

*José Maçãs de Carvalho;

*Juan Araujo;

*Julião Sarmento;

*Kader Attia;

*Louise Bourgeois;

*Lucas Arruda;

*Manon Harrois;

*Marwa Arsanios;

*Matt Mullican;

*Paloma Bosquê;

*Pedro Barateiro;

*Salomé Lamas;

*Sara Bichão;

*William Kentridge

Os espaços da cidade que vão fazer parte do circuito da bienal de 2017 são:

*Sala da Cidade;

*sede do CAPC;

*CAPC Sereia;

*Galeria de História Natural do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra;

*Colégio das Artes;

*Maternidade de Bissaya Barreto – Jardim de Infância Ninho;

*Mosteiro de Santa Clara-a-Nova;

*’Museu’ de Francisco Tropa;

*igreja do Convento de São Francisco

 

Foto: Delfim Sardo, Carlota Simões, Clara Almeida Santos, Carina Gomes, Pedro Machado e Carlos Antunes