Coimbra  25 de Junho de 2018 | Director: Lino Vinhal

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“Baixa” de Coimbra quer doçaria tradicional na oferta turística

12 de Junho 2018

A Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) pretende que a doçaria conventual e tradicional passe a integrar a oferta turística da cidade, conjugando o património histórico com os doces, foi hoje anunciado.

“Pretendemos que o património doceiro faça a ligação de um caminho que é considerado Património Mundial da Humanidade”, disse o presidente da APBC, Vítor Marques, numa conferência de Imprensa realizada no cimo da Torre da Universidade de Coimbra, a 33,5 metros de altura, para apresentação da quarta edição do Património Doceiro de Coimbra – Os Caminhos da Baixa.

Entre sexta-feira (dia 15 de Junho) e 15 de Julho, os visitantes são convidados a saborear as delícias da doçaria de Coimbra em sete estabelecimentos aderentes, a preços abaixo do normal, num trajecto que coincide com a parte da cidade classificada pela UNESCO como Património da Humanidade.

A iniciativa, cuja primeira edição decorreu nove meses depois da classificação da UNESCO, tem também como objectivo preservar a doçaria conventual e mostrar à cidade que “estes doces têm recebido prémios a nível nacional”.

Neste roteiro, que passa também por chamar mais pessoas à “Baixa” de Coimbra, o convite é para saborear a cavaca, a arrufada, os crúzios, a barriga de freira, o manjar branco e os pastéis de Santa Clara.

Segundo Vítor Marques, existe ainda um “grande caminho” a percorrer para que as pessoas conheçam a doçaria tradicional de Coimbra, embora muitos dos estabelecimentos já sejam conhecidos pelos doces que comercializam.

Durante o evento, os doces vão ser vendidos com uma redução no preço na ordem dos 15 a 20 por cento.

A iniciativa decorre nos cafés Nicola (barriga de freira), Santa Cruz (crúzios), A Brasileira (manjar branco) e o Moinho Velho (cavaca de Coimbra), assim como nas pastelarias Briosa (suspiro), Penta (arrufada de Coimbra) e Cordel (pudim das clarrissas), na “Baixa” de Santa Clara.