Coimbra  17 de Dezembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Autárquicas: Victor Carvalho permanece na AM de Coimbra

12 de Outubro 2017

Victor Carvalho, presidente cessante da Junta de Freguesia de Cernache, vai permanecer na Assembleia Municipal (AM) de Coimbra, eleito pela CDU.

A manutenção decorre do facto de a Assembleia de Apuramento Geral, presidida pela juíza Paula Cristina Pereira, conferir à Coligação Democrática Unitária quarto assento na AM conimbricense, por eleição directa, em vez dos três atribuídos pelo escrutínio provisório, disse fonte partidária.

O autarca, empresário, presidiu desde 2005 à Junta de Cernache, tendo ficado impedido de se recandidatar ao cargo, em 2017, devido a limitação do número de mandatos consecutivos (três).

O empresário, membro da Mesa da AM conimbricense cessante, junta-se a Manuel Rocha, João Pinto Ângelo e Filipa Cardoso na bancada da CDU, onde também irão ter assento o futuro timoneiro da Junta de Cernache, António Lopes, e o presidente (reeleito) da União de Freguesias de Taveiro / Ameal / Arzila, Jorge Mendes.

O novo mandato alcançado pela Coligação Democrática Unitária tinha sido provisoriamente atribuído ao PS.

Com a eleição de Carvalho, a coligação do PCP e do Partido “Os Verdes” minimiza a redução de deputados à Assembleia Municipal de Coimbra. Em 2013, a CDU conquistara cinco mandatos, por eleição directa, e fizera eleger três presidentes de juntas (perdeu, este ano, a liderança da de S. João do Campo).

Com a eleição de Carvalho, a coligação do PCP e do Partido “Os Verdes” minimiza a redução de deputados à Assembleia Municipal de Coimbra. Em 2013, a CDU conquistara cinco mandatos, por eleição directa, e fizera eleger três presidentes de juntas (perdeu, este ano, a liderança da de S. João do Campo).

De resto, a lista encabeçada por Manuel Rocha obteve mais 1 382 votos do que a da candidatura à Câmara Municipal (encimada pelo vereador Francisco Queirós).

Para a Comissão Concelhia de Coimbra do PCP, trata-se de resultados obtidos “num novo quadro de forças políticas concorrentes aos órgãos autárquicos, em que a CDU esteve sujeita a uma sistemática e ostensiva desvalorização”.