Coimbra  29 de Junho de 2017 | Director: Lino Vinhal

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ARS define teleconsultas e teleassistência como prioridades

21 de Abril 2017

O aumento das teleconsultas e da teleassistência foram o tema principal de um encontro que reuniu o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), José Tereso, com os directores dos seis agrupamentos de centros de saúde (AceS) da região.

No encontro foram destacados “os bons resultados já alcançados com a Tele Via Verde do AVC e a satisfação de utentes e profissionais dos cuidados de saúde primários onde começou, este ano, a teleconsulta de cardiologia”, refere a ARS, em comunicado.

Com uma média diária entre três a quatro teleconsultas diárias, o programa Tele Via Verde do AVC, que reúne os hospitais da região Centro e INEM, “é já uma referência a nível europeu”, destacou José Tereso.

O presidente da ARSC referiu, ainda, outros benefícios deste serviço, como a comodidade que representa para o doente, o funcionamento da teleconsulta de cardiologia entre o Serviço de Cardiologia B do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e centros de saúde do ACeS Baixo Mondego.

“São projetos com resultados que nos orgulham e que queremos intensificar durante 2017”, sublinhou.

A reunião serviu, também, para a apresentação dos Relatórios de Actividades de 2016 e os Planos de Acção para 2017 dos ACeS, avaliados os indicadores de eficiência e feito o ponto de situação do Plano Nacional de Vacinação em curso, nomeadamente a nível da vacinação contra o sarampo e hepatite.

Além disso, foi discutido o plano de gestão da peregrinação a Fátima – direccionado para o acompanhamento e prestação de cuidados de saúde aos peregrinos – bem como a abordagem, numa perspectiva regional, do Plano de Contingência Saúde Sazonal (PCSS) – Módulo Verão 2017.

A melhoria da articulação entre especialistas de Medicina Geral e Familiar com os clínicos hospitalares, de forma a facilitar a acessibilidade dos utentes a estes cuidados, mereceu particular atenção, bem como a necessidade de intensificar a presença da Saúde nas escolas, no sentido da prevenção das morbilidades e mortalidades em idades precoces através da introdução de estilos de vida saudáveis que passam pela alimentação cuidada, prática de exercício físico, desabituação tabágica, consumo de álcool, etc.

Estas reuniões periódicas entre a ARS e as equipas multidisciplinares dos AceS “têm uma importância organizacional indiscutível e são motivadoras”, explicou José Tereso, acrescentando que “para além das agendas de trabalho pré definidas, há temas e assuntos que acabam por entrar também na ordem do dia e que, dada a presença dos directores e coordenadores dos vários serviços da ARSC, que permite um apoio em proximidade, são melhor esclarecidos”.