Coimbra  25 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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APBC satisfeita com o Natal, mas preocupada com o encerramento de lojas

9 de Janeiro 2018

José Madeira, da AHRESP; Vítor Marques, presidente da APBC; e Pedro Marcelino, da Sanfil

 

 

O Natal na “Baixa” de Coimbra está oficialmente terminado. A Agência para a Promoção da “Baixa” (APBC) fez, ontem (08), um balanço positivo da programação que promoveu durante a quadra natalícia, esperando que em 2018 seja ainda melhor.

Agradecendo a todas as entidades e grupos intervenientes nas diversas actividades promovidas, Vítor Marques, presidente da APBC, voltou a reforçar que este tipo de iniciativas continuam a ser importantes “para combater a sazonalidade e dar ânimo aos comerciantes, para que permaneçam de portas abertas”. O papel da Agência passa, ainda, por “tentar motivá-los [comerciantes] a estarem disponíveis para os clientes, isso é muito importante”, adiantou.

José Madeira, presidente da Delegação do Centro da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que é parceira da APBC, realçou o “sucesso da noite de fim de ano, que já passou a ter história em Coimbra”. O empresário afirmou, ainda, que a restauração que nessa noite decidiu estar aberta registou ocupação total e os hotéis da cidade estiveram perto dos 100 por cento de lotação.

A APBC fez, também, um balanço positivo da “Festa do Galo”, admitindo, contudo, Vítor Marques que a “sonorização das ruas fez falta, porque permitiria criar um ambiente mais acolhedor para os clientes”.

O encontro com a comunicação social serviu, também, para anunciar os quatro vencedores da “Tômbola de Natal”, que recebeu um total de 3 700 participações. Para ter acesso aos cupões, bastava que os clientes gastassem 10 euros nas 65 lojas da “Baixa” aderentes à iniciativa (mais 25 do que no ano anterior). Assim, por cada 10 euros gastos, os comerciantes entregavam um cupão, que depois de preenchido foi colocado na tômbola.

Os quatro vencedores ganharam cabazes de Natal, com produtos oferecidos por algumas lojas, de diversa índole, desde alimentação, têxtil, artesanato, oculista, etc.

Também Pedro Marcelino, em representação da Sanfil, marcou presença neste sorteio, afirmando que quer continuar a ser parceiro da APBC em iniciativas futuras, até porque “este é um grupo ligado à saúde mas fundado na ‘Baixa’ e que vive aqui, pelo que é importante restaurar a beleza desta zona”.

Vítor Marques sublinhou que “é com estas parcerias e trabalho em rede que se vai tornando mais atractivo este centro histórico”.

APBC está preocupadíssima com o encerramento das lojas”

Ainda durante a época natalícia, alguns comerciantes da “Baixa” manifestaram-se em frente à autarquia devido ao início das obras do primeiro troço da Via Central, além das habituais reclamações contra a alegada “inércia camarária”.

Vítor Marques reconhece que cada um tem o direito de se manifestar mas, no seu entender, “mesmo sem as obras já era proibido parar ou estacionar naquela zona da cidade”, pelo que este não pode ser um argumento. O responsável pela APBC lembrou, ainda, que ao redor do centro histórico existem cerca de 18 parques de estacionamento, que comportam perto de 2 000 lugares e a própria Agência disponibiliza aos comerciantes senhas de estacionamento para que os seus clientes possam usufruir de tempo de paragem gratuito.

A par disto, de ano para ano, as chamadas “lojas âncoras” têm vindo a sair da “Baixa”, deixando o espaço que ocupavam vazio ou sendo substituídas por estabelecimentos semelhantes aos que já existem.

“O centro histórico precisa muito da diversidade de lojas, não pode estar apenas focado em dois ou três subsectores da área comercial”, referiu Vítor Marques, acrescentando que, dessa forma, há o risco da “Baixa” passar a ser um “monocomércio”, o que não se justifica já que “a complementaridade das actividades comerciais tem sucesso”, afirmou.

A APBC tem vindo a desenvolver um levantamento das lojas (algumas de marcas bem conhecidas e internacionais) que já existiram nesta zona da cidade e que entretanto saíram, a última delas será, em breve, a Mango. A Agência pretende saber qual a razão concreta da saída desses estabelecimentos para depois “tentar arranjar estratégias para as atrair outra vez”.