Coimbra  20 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Água: Eventual extensão da AC é objecto de estudo

2 de Janeiro 2018

A eventual extensão da sociedade Águas de Coimbra (AC) a concelhos vizinhos, em moldes a definir, está a ser objecto de estudo, confirmou, hoje, o líder do Município conimbricense.

O estudo abrange, pelo menos, quatro municípios (Coimbra, Condeixa-a-Nova, Mealhada e Penacova).

À análise, a cargo de uma empresa, não é alheio o estímulo do XXI Governo aos municípios directamente intervenientes na gestão do fornecimento de água ao domicílio no sentido de se agregarem para “obtenção de escala”.

Interpelado, hoje, pelo “Campeão”, o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, disse que um eventual sistema multimunicipal carece de visto do Tribunal de Contas.

Em 2014, o presidente da principal autarquia conimbricense admitira que a AC possa vir a assumir novo protagonismo no âmbito da distribuição de água na sub-região.

Na apologia da agregação de quem precisa de “ganhar escala” para o abastecimento em baixa, o secretário de Estado Carlos Martins faz notar que uma nova política de gestão de sistemas é indispensável para obtenção de fundos provenientes da União Europeia.

Mira, Montemor-o- Velho e Soure assinaram, há um ano, um protocolo para realização conjunta de estudos com vista à concretização de uma política de gestão dos sistemas de fornecimento de água e de saneamento de águas residuais. A medida, que visa a constituição de uma empresa intermunicipal (M2S), acautela o futuro da água pública.

O processo tendente à criação da M2S havia sido encetado em conjunto com as câmaras de Cantanhede (proprietária de uma empresa municipal), Mealhada e Condeixa-a-Nova.

Ao empossar, hoje, o novo Conselho de Administração da AC, Manuel Machado também fez a apologia da gestão pública da distribuição de água, tendo advertido tratar-se de “um bem escasso”.