Coimbra  21 de Abril de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Aeroporto: Coimbra “farta de ser boa só na ficção”

4 de Janeiro 2018

A autarca do CDS/PP Lúcia Santos afirmou, hoje, acerca da prometida transformação do aeródromo de Coimbra em aeroporto internacional, que a cidade está “farta de ser boa só na ficção”.

Trata-se de um projecto que nunca se concretizará, ficando Coimbra “outra vez adiada, num enredo que já é longo, onde a sociedade MetroMondego tem sido protagonista”, opinou a líder da bancada do Partido Popular na Assembleia Municipal (AM) conimbricense.

Para Lúcia Santos, a transformação do aeródromo de Bissaya Barreto em aeroporto internacional não representa mais do que “uma medida motivada por um ímpeto eleitoralista, que o presidente da Câmara Municipal de Coimbra se vê agora obrigado a parecer querer cumprir”.

“Aliás, que outra coisa explicaria melhor a diferença de visão entre o actual líder do Município conimbricense e o presidente da CIM – Região de Coimbra, João Ataíde, que defende, como Manuel Machado já defendeu, a solução da abertura da base de Monte Real à aviação civil”?, questionou a autarca.

Igualmente céptico em relação à implantação de um aeroporto entre Antanhol e Cernache, Nunes da Silva (“Somos Coimbra”) opinou que o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM – RC) desencadeou “o funeral” do empreendimento.

O líder da bancada do PSD na AM conimbricense, Nuno Freitas, seduzido pela promessa de Manuel Machado, lamentou a falta de repercussão do projecto no orçamento camarário para 2018.

O timoneiro da CIM – RC e presidente da Câmara da Figueira da Foz reafirmou, recentemente, a defesa da abertura da base aérea de Monte Real à aviação civil, manifestando “solidariedade total” ao líder do Município de Leiria nessa matéria.

Ao ser investido na presidência da Câmara de Coimbra, a 26 de Outubro [de 2017], Manuel Machado voltou a acenar com um aeroporto internacional, dizendo tratar-se de “um projecto a iniciar de imediato, partindo de estudos que a autarquia encomendou e pagou, noutros períodos”, sem que lhes haja sido dada sequência.