Coimbra  19 de Novembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Saudade… da felicidade

31 de Março 2017

A dois passos da Sé Velha de Coimbra, encontra-se, numa parede, um registo da dimensão efémera da felicidade.

“Já ninguém sabe o que é felicidade e quem sabe já só vive na saudade”, proclamou autor(a) anónimo(a).

Tal consideração não tem cabimento em parte da Europa, sendo que os estados nórdicos preenchem cinco das 10 primeiras posições ocupadas pelos países com maiores índices de felicidade.

Noruega, Dinamarca, Islândia, Finlândia e Suécia, a par de Suíça, Holanda, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, são os países onde há mais confiança social, igualdade e bem-estar dos respectivos cidadãos, atesta a Organização das Nações Unidas. Portugal é 89º. classificado num universo de 155 estados.

A avaliar pelo desabafo transposto para a tal parede, o conceito de saudade, tipicamente português, emerge, no começo do século XXI, para vincar que a felicidade… já era.

Num registo pautado pelo optimismo, de que os portugueses têm andado arredados, dir-se- á, parafraseando Marxwell Maltz, que a felicidade se multiplica ao ser dividida; com o senão de ela ser frágil, como advertiu Marguerite Yourcenar.