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“Mata dos cedros” e eventual dor de cotovelo

26 de Setembro 2018

A “Mata dos cedros”, em Marco dos Pereiros, foi dizimada para dar lugar a plantação de oliveiras, mas a CDU limita-se a pôr na boca de populares o cometimento de um alegado “crime ambiental”.
É respeitável o direito à opinião de que se trata de um “bárbaro e hediondo crime”. Soa, porém, a exagero a coligação PCP/PEV imputar a José Simão (PSD), presidente da Junta da União de Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas (UFSCCV), um “sentimento de ódio, aversão e raiva” para explicar o abate de cedros.
As árvores, adjacentes à subestação de fornecimento de energia eléctrica existente em Marco dos Pereiros, não se encontravam, segundo o autarca (que contraria a CDU), numa “mata municipal”.
Carlos Ferreira, antigo autarca (CDU) da outrora Freguesia de Castelo Viegas, “andou a dizer que a ‘Mata dos cedros’ é da Junta, mas isso não corresponde à verdade”, alega José Simão.
O líder da UFSCCV diz haver “um belo projecto, com muito mobiliário urbano de qualidade, para contemplar a substituição dos cedros por oliveiras, conferindo ao local uma natureza consentânea com a existência de linhas eléctricas”.
Resta dizer que a autora do projecto, a concretizar pela REN – Redes Energéticas Nacionais, é uma antiga autarca da CDU, a arquitecta Lídia Falcão, eleita, como independente, pelo PSD, para membro da Junta da União de Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas.
O direito à opinião de que houve “um crime ambiental, bárbaro e hediondo”, seria mais respeitável se a CDU não «carregasse tanto nas tintas» e se a indignação pudesse ser dissociada de eventual dor de cotovelo.

 

R.A.

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